Bahia tem 146 registros de indicadores de saúde mental da população indígena, segundo Ministério da Saúde

Por Mauricio Leiro

Foto: Reprodução / Gov.br

A Bahia registrou pelo menos 146 situações enquadradas em indicadores de saúde mental com a população indígena do estado. As informações foram produzidas pelo Ministério da Saúde para atender a uma demanda da Funai que solicitava indicadores de saúde mental da população indígena.
Entre os tipos de situações envolvendo os indígenas estão suicídio, tentativa de suicídio, violência e problemas com álcool. A maior intercorrência na Bahia foram os atos de violência, com 22 registros. Na sequência surgem as tentativas de suicídios com 18 registros e 18 casos de problemas com álcool, além de 4 suicídios.
Os pólos base com maior número de registros foram Juazeiro, com 15 atos, nas cidades de Abaré, Curaçá e Sobradinho. Casos fora registrados nos polos de Ilhéus com 11 atos, entre as cidades de Ilhéus e Una. Além disso, foram contabilizados atos em Euclides da Cunha, Prado, Itamaraju, Pau Brasil, Glória, Paulo Afonso, Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro.
Os dados vão de 2018 a 2022 e estão divididos por cidade, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) pela Fiquem Sabendo, em parceria com o projeto Data Fixers.
A População indígena brasileira, segundo resultados do último Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no país, em 2010, era de 896.917 indígenas, dos quais 572.083 vivem na zona rural e 324.834 habitam as zonas urbanas brasileiras. Os dados estatísticos revelaram que em todos os Estados da Federação, inclusive no Distrito Federal, há populações indígenas.
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