9 fatos e boatos sobre a ninfoplastia

Foto: Reprodução/Instagram

Gretchen, Maíra Cardi, Viviane Tube, Jenna Jameson, Geisy Arruda, Andressa Urach e Katie Price são algumas das diversas famosas que realizaram a ninfoplastia (ou labioplastia), cirurgia feita na genitália externa feminina com o objetivo de diminuir o tamanho dos pequenos lábios, corrigir assimetrias ou frouxidões no local.
Segundo levantamento feito pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil registra 21 mil cirurgias íntimas por ano, sendo que a ninfoplastia é a mais procurada. Isso coloca o país em primeiro lugar no ranking mundial de cirurgias íntimas.
“O procedimento é feito, principalmente, em casos de incômodo estético ou quando há dor durante a relação sexual”, afirma Luís Maatz, cirurgião plástico, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês.
Entretanto, como qualquer mudança no corpo, a ninfoplastia pode gerar receios em quem tem vontade ou indicação de fazer. Para saber o que é verdade ou não sobre o procedimento, o cirurgião plástico Luís Maatz listou 9 fatos e boatos. Confira:

Pacientes virgens podem fazer ninfoplastia

Fato. Trata-se de um procedimento externo, que remove o excesso de pele dos pequenos lábios vaginais hipertrofiados, sem interferência nas estruturas internas. Portanto, não atinge o hímen.

Os pequenos lábios podem ser retirados

Boato. O objetivo da ninfoplastia é retirar apenas o excesso. Os pequenos lábios devem ser preservados, até porque eles são responsáveis por proteger a região íntima e auxiliar na lubrificação.

É possível realizar a cirurgia no período menstrual

Em termos. O ideal é que a paciente não esteja menstruada e que a cirurgia seja agendada logo após o final da menstruação. Isso porque a umidade do sangue pode interferir na cicatrização no pós-operatório.
Se a menstruação da paciente for irregular e ocorrer durante o período, o indicado é utilizar um absorvente interno. Entretanto, estar menstruada não é um empecilho absoluto para a realização da cirurgia.

Não há riscos na ninfoplastia

Boato. Apesar de ser considerada segura, a ninfoplastia é uma cirurgia. Como tal, requer o seguimento das orientações médicas, evitando intercorrências como infecção, abertura de pontos, hemorragia ou uma cicatrização alterada. No entanto, ela costuma ser rápida, durando cerca de 45 minutos, e pode ser feita com anestesia local associada ou não à sedação. Na maioria dos casos, a paciente pode ter alta no mesmo dia.

A paciente pode perder a sensibilidade na região

Boato. Qualquer cirurgia costuma afetar a sensibilidade do local operado. Entretanto, ela volta naturalmente ao longo do pós-operatório, com a melhora do inchaço e da cicatrização. “Vale deixar claro que a ninfoplastia não afeta de forma alguma a sensibilidade do clitóris”, frisa Luís Maatz.

Há várias restrições no pós-operatório

Fato. As restrições são: não usar roupas justas (principalmente calças apertadas) por 1 mês, só ter relações sexuais após 30 dias da cirurgia, só fazer atividade física após 15 dias da cirurgia, evitar mar e piscina nos primeiros 15 a 20 dias e seguir à risca as demais recomendações médicas.

É preciso tomar medicações no pós-operatório

Fato. As medicações prescritas costumam ser para dor (analgésicos) e para prevenir infecções (antibióticos profiláticos). “É fundamental que o médico esteja a par dos medicamentos que a paciente faz uso, para não haver problemas de interações medicamentosas”, alerta Maatz.

A paciente precisa ficar afastada do trabalho

Em termos. Se a atividade profissional não exige esforço físico, a paciente pode retornar após 3 dias do procedimento. Caso contrário, o médico irá orientar sobre o tempo necessário para voltar ao trabalho.

A cicatriz da ninfoplastia é discreta

Fato. O corte é praticamente imperceptível devido a posição e as características da região. “Além disso, os pontos são absorvidos pelo próprio organismo, o que torna a aparência mais natural”, finaliza Luís Maatz.
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