Fachin pede imparcialidade de juízes e articula no STF para conter crise

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (10) que magistrados devem atuar com “saudável distanciamento das partes e dos interesses em jogo”. A declaração foi dada durante reunião com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância, em meio às discussões internas sobre a crise envolvendo o Banco Master.
Sem citar diretamente o caso, Fachin reconheceu que o Judiciário vive um “momento de tensão” e ressaltou que decisões judiciais precisam ser fundamentadas e capazes de resistir ao “mais impiedoso exame público”. Segundo ele, a Justiça não pode ficar presa a interesses econômicos, políticos ou conveniências.
Nos bastidores, o presidente do STF tem conversado com ministros da Corte para acompanhar o andamento do caso e tentar reduzir os impactos da crise. Fachin também tem oferecido apoio ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo envolvendo o Banco Master.
Além disso, o ministro retomou discussões internas sobre a criação de um código de ética para magistrados, tema que está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. A proposta é vista por parte do Supremo como uma forma de responder às cobranças da sociedade e reforçar a credibilidade do Judiciário.
Fachin também destacou que juízes devem ser bem remunerados, mas afirmou que benefícios e privilégios da categoria dependem da confiança da população e precisam respeitar os limites da Constituição.
Nos bastidores, o presidente do STF tem mantido diálogo frequente com ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, acompanhando de perto casos de grande repercussão e tentando manter a estabilidade institucional dentro da Corte.

Créditos: Folhapress
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Adaptação: Bahia Extra
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