Encontro acontece no dia 10 de fevereiro, no Campus Gilberto Gil
Créditos: Railson Nascimento
Durante o encontro, a especialista vai falar sobre os princípios básicos da nutrição de cães e gatos, as diferentes modalidades alimentares, como a nutrição se aplica à rotina do clínico veterinário, além de compartilhar exemplos de casos reais e orientar sobre quando o clínico geral deve encaminhar o paciente para um especialista em nutrição.
“Hoje em dia, com a internet, nunca foi tão fácil ter acesso a informações sobre saúde e alimentação dos pets. Por outro lado, nunca foi tão fácil encontrar conteúdos sem base científica. Muitas recomendações que circulam nas redes sociais desconsideram fatores essenciais, como idade, histórico, condição clínica e necessidades individuais de cada animal. A nutrição precisa ser personalizada e feita com responsabilidade”, destaca Luna Analia.
Um dos pontos centrais da palestra será a desmistificação de conceitos populares sobre alimentação pet, como o mito de que patês e sachês fazem mal por conterem excesso de sódio e conservantes. A especialista explica que esses alimentos seguem recomendações seguras de sódio para cães e gatos — mineral essencial na alimentação —, atendem a padrões nutricionais rigorosos, possuem alta umidade, importante para a hidratação, especialmente dos felinos, e não necessitam do uso de conservantes artificiais, pois são produzidos por meio de um processamento chamado autoclavagem, que dispensa a adição desses compostos.
Outro equívoco recorrente é a ideia de que a ração industrializada causa câncer. Segundo a veterinária, não há evidências científicas que comprovem essa associação. “Estudos indicam que dietas completas e balanceadas contribuem diretamente para a saúde, o bem-estar e a longevidade dos animais”, afirma a Luna Anaila.
A palestra também esclarece o mito de que a exposição ao sol é suficiente para suprir a vitamina D em cães e gatos. “Diferentemente dos humanos, esses animais têm capacidade limitada de produzir a vitamina pela pele, sendo a alimentação a principal fonte”, pontua a especialista. A deficiência desse nutriente pode estar associada a diversas doenças e é mais comum em dietas caseiras sem formulação adequada e acompanhamento profissional.
A veterinária ainda reforça que a nutrição é uma das bases da medicina veterinária preventiva e terapêutica, sendo fundamental para o controle de doenças, melhora da resposta aos tratamentos e aumento da qualidade e expectativa de vida dos animais. “Informação de qualidade e orientação profissional seguem sendo os pilares para uma prática clínica responsável”, conclui.
(06.02.2026)
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