Marinha leva oxigênio ao Amapá, que enfrenta surto de síndromes gripais


Devido ao surto das síndromes gripal e Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amapá, a Marinha do Brasil enviou dois tanques com 12 mil toneladas de oxigênio e outros equipamentos essenciais para atender a rede pública hospitalar do estado. O navio com os insumos saiu do Pará no domingo (21) e deve chegar no porto de Santana, a 17 quilômetros da capital, nesta terça-feira (23). Todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas estão lotadas.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa), o reforço foi pensado como retaguarda para ser usado em situações de colapso e falta de oxigênio para casos graves de gripe, se houver, segundo o G1.
"O abastecimento de oxigênio dentro dos nossos hospitais está normal. Esse navio da Marinha que está chegando com tanques de oxigênio são necessário para que os novos leitos do HU comecem a funcionar. Normalmente demorariam mais de 45 dias para chegar, mas o Pará tinha material disponível para encaminhar. Atualmente, estamos bem estáveis com o nosso estoque, mas já nos prevenirmos para qualquer mudança dessa demanda", detalhou a secretária de Saúde, Silvana Vedovelli.
Os tanques com oxigênio são para abastecer 30 novos leitos no Hospital Universitário (HU), sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), previstos para serem ativados nos próximos dias. O hospital também foi usado durante o pico da pandemia de Covid-19.
A abertura dos leitos no HU é em cooperação com Ministério da Saúde. O Amapá recebeu na terça-feira (16) 10 técnicos do Ministério da Saúde enviados após o governo decretar situação de emergência na saúde pública em 13 de maio.
Quatro crianças morreram nos hospitais públicos em consequência de doenças respiratórias após o decreto, sendo 3 mortes em 3 dias consecutivos. O Navio de Apoio Oceânico (NApOc) “Iguatemi”, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte saiu neste sábado (20) de Belém, no Pará, em direção ao Amapá. A previsão de chegada é para esta terça-feira.
Os tanques de oxigênio foram adquiridos por meio de tratativa do Governo Federal com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pelo HU. A Ebserh solicitou apoio da Marinha do Brasil na logística de transporte.
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