Cerca de 40% das pessoas que usavam Prep para prevenir o HIV pararam

Foto: Rodrigo Nunes / Ministério da Saúde

Do número total de pessoas que que iniciaram o uso de Prep, a profilaxia pré-exposição, para prevenção ao vírus HIV, 39% descontinuaram o tratamento, conforme números do Painel Prep, vinculado ao Ministério da Saúde, que abrangem o período compreendido entre 2018 e 2022.
De acordo com a Agência Brasil, a Prep consiste em tomar, todos os dias, uma combinação de dois anti-retrovirais — o tenofovir e a entricitabina —, que são eficazes contra o vírus da Aids, sendo possível evitar a infecção por HIV em até 95%.
A pasta da Saúde apontou que, desde 2018, 64 mil pessoas iniciaram o uso da profilaxia pré-exposição. Desse total, cerca de 24,8 mil pessoas abandonaram esse método de prevenção contra o HIV.
Para o infectologista José Valdez Ramalho Madruga, que é coordenador do Comitê de Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia, a descontinuação do uso pode ser explicada por fatores sociais e comportamentais como o início de um relacionamento estável. Além disso, o especialista também acredita que as pessoas estão perdendo o medo do HIV devido a eficácia dos tratamentos disponíveis atualmente.
Entretanto, apesar da eficácia dos tratamentos, o médico ressalta que ainda não existe uma cura definitiva para o vírus da Aids, sendo a profilaxia pré-exposição ainda é uma opção eficaz para quem pretende não se infectar com o HIV.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Inês Dourado, professora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA) e coordenadora do projeto PrEPara Salvador, voltado para prevenção ao HIV entre adolescentes gays, homens que fazem sexo com homens, mulheres trans e travestis, entre 15 e 21 anos, a pandemia causou impacto também nos cuidados preventivos a Aids. Entre o final de 2020 e o ano de 2021 foi percebido pelo projeto que os jovens participantes do estudo acabaram flexibilizando os cuidados em relação à prevenção contra o HIV (saiba mais).
A profilaxia pré-exposição está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e é recomendada para qualquer adulto com vida sexual ativa.
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