Passei o dia de ontem, domingo, 25 de outubro, convicto de que iríamos ganhar essa eleição e de que a democracia venceria o fascismo. Alguns amigos e familiares chegaram a me perguntar de onde vinha tanta certeza da vitória. A minha resposta era simples: da união do povo!
Isso mesmo! Eu vi um Brasil unido, com eleitores de esquerda e de direita contra o bolsonarismo. Vi muita gente de direita votar pela primeira vez em Lula para impedir a volta do que considero um retrocesso. Não sei se viverei para ver essa união outra vez.
Eu vi o movimento estudantil renascer e ganhar força em todo o Brasil no segundo turno dessa eleição. A mobilização da juventude brasileira, iniciada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou as redes e contagiou positivamente estudantes de todo o país.
Se em uma ponta do novelo estava a juventude, na outra surgiram os nossos heróis que ajudaram a construir esta nação: idosos de 80, 90 e até 100 anos. Muitos estavam quietinhos, alguns havia mais de 20 anos sem sair de casa para votar. O idoso brasileiro levantou da cadeira de balanço, vestiu a capa vermelha e foi à sua seção eleitoral salvar o Brasil. De arrepiar!
Eu vi o brio de um povo guerreiro, trabalhador, temente a Deus, que aprendeu a suportar a dor e a falta de pão na mesa, mas que não se curva às dificuldades da vida. Vi, mais uma vez, o povo nordestino fazer a diferença, inclusive atravessando grandes distâncias para votar pela permanência da democracia no nosso país.
Por fim, eu vi, vivi e votei, mais uma vez, naquele que considero o maior líder político de esquerda vivo do planeta. E testemunhei o que, para mim, foi a maior virada de uma campanha eleitoral.
São muitas emoções, mas fica um grande recado: aqui, fascista não se cria! Nosso país é soberano, e Trump vai ter que engolir a vitória de Lula. Flávio, falta pouco: sua imunidade parlamentar acaba em dois meses.
Arnold Coelho
Viva o Brasil!
