Polícia Civil utiliza camarote interditado na Barra para monitorar o Carnaval


Foto: Divulgação / PC-BA

A Polícia Civil passou a utilizar como ponto de observação estratégica, durante o Carnaval, um camarote de um rifeiro investigado por lavagem de dinheiro, interditado durante a Operação Falsas Promessas 3. A ação ocorreu no sábado (14), após decisão judicial.
Uma investigação realizada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), sobre rifas clandestinas, levou à suspensão do camarote localizado na Barra, na quarta-feira (11), quando o proprietário do espaço foi preso em flagrante por posse de arma de fogo e munições de uso restrito e permitido.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, realizado pelas equipes do Draco, com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer), em um dos imóveis do investigado, a Polícia Civil apreendeu quase R$ 130 mil em espécie, dez veículos, entre eles uma Lamborghini avaliada em R$ 2,5 milhões, duas SW4 blindadas, equipadas com estrobos e sirenes, duas bicicletas elétricas, uma pistola 9 mm, cerca de mil munições de calibres 556 e 9 mm, cinco carregadores de fuzil, uma scooter subaquática, cinco caixas de som boombox, 15 caixas de uísque 21 anos, quatro caixas de iPhones 17 e cinco caixas de PlayStations, todas lacradas. Um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões também foi apreendido em um hangar durante a operação.
O investigado teve a prisão em flagrante convertida para preventiva e segue à disposição da Justiça. O advogado dele também foi alvo de busca e apreensão, após tentar acessar remotamente o celular que havia sido apreendido. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de obstruir a investigação e sua prisão também foi convertida em preventiva.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo (SP), São Paulo, Salvador e Camaçari, além de bloquear aproximadamente R$ 125 milhões em capitais dos integrantes do grupo criminoso.
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