Advogada argentina diz ofensas racistas e imita macaco em bar no Rio

Por Folhapress

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu no sábado (17) o passaporte de uma advogada argentina, suspeita de ofensas raciais contra funcionário de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.
Argentina, identificada como Agostina Paez, 29, foi flagrada praticando ofensas racistas na saída de um bar. O episódio ocorreu na quarta-feira (14), mas a suspeita só prestou depoimento hoje, quando teve o passaporte apreendido.
Vítima, que não teve a identidade revelada, registrou boletim de ocorrência na quarta-feira. De acordo com a polícia, o homem, que é funcionário do bar, informou que a argentina teria lhe apontado o dedo e proferido ofensas de cunho racial ao chamá-lo de "negro" de forma pejorativa e discriminatória.
Confusão foi iniciada após a argentina alegar suposto erro no pagamento de uma conta. Para sanar dúvidas, o gerente pediu à Agostina que aguardasse enquanto ele iria conferir as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para verificar o que ela havia consumido.
Durante o período de espera, Agostina deu início aos xingamentos e ofensas discriminatórias contra um funcionário do bar, segundo a polícia. Parte da confusão foi registrada em vídeo e as imagens mostram a argentina imitando gestos de macaco e reproduzindo sons do animal para a vítima. Ela também proferiu a palavra "mono", expressão em espanhol para se referir a macaco de forma racista.
Turista estava no bar acompanhada por duas amigas, que não são investigadas. Ela teve o passaporte apreendido, está proibida de deixar o Rio de Janeiro sem autorização e deverá usar tornozeleira eletrônica.
Agostina soma mais de 40 mil seguidores em um rede social. O UOL tenta localizar sua defesa para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
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