Pablo Roberto mira em apoio do grupo de Ronaldo para concorrer à prefeitura de Feira de Santana em 2024

Por Bruno Leite

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado estadual Pablo Roberto (PSDB) já tem se colocado como uma "terceira via" para a prefeitura de Feira de Santana na próxima eleição municipal. Embora seja membro do grupo do ex-prefeito José Ronaldo (União), o tucano se colocou, em um comunicado disparado para a imprensa na quinta-feira (19), enquanto uma alternativa para a polarização protagonizada pelo aliado e o deputado federal Zé Neto (PT).
Ao Bahia Notícias, Roberto reforçou a afirmação e disse que irá "continuar trabalhando muito, tentando manter a unidade do grupo para que isso possa se concretizar". "Já venho dessa caminhada há muito tempo, fui vereador duas vezes, secretário três. São aproximadamente 25 anos dedicados à vida pública. Agora é trabalhar muito e tentar se viabilizar para ser o nome de consenso do grupo", justificou.
Apesar de admitir que não há nenhuma tratativa formal com o grupo, devido ao distanciamento temporal do ano em que acontecerá a disputa eleitoral no segundo maior município do estado, o parlamentar apontou que os movimentos de cada possível candidato, assim como os dele, já mostram "uma movimentação com vistas para 2024".
O que há até aqui, afirmou Pablo Roberto, é um entendimento de lideranças e políticos da aliança - inclusive do atual prefeito Colbert Martins (MDB) - de que a partir de fevereiro, ou março, um diálogo possa ser feito com os demais para que haja um consenso que o viabilize enquanto um player para o pleito.
"Caso não aconteça [o consenso], vamos avaliar muito com o partido e com as pessoas que colaboram com esse movimento para colocar o bloco na rua", acrescentou o entrevistado à reportagem ao ser perguntado sobre a possibilidade de seguir o pleito com uma candidatura independente.
Os bastidores, no entanto, dão conta de que, embora tenha o mote da terceira via como proposta, Pablo poderá contar com o apoio do ex-prefeito de Feira de Santana para que chegue às urnas enquanto um representante legítimo do "ronaldismo", que está no comando do Paço Maria Quitéria, sede do Executivo feirense, há mais de duas décadas.
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