Atividade econômica inicia 4º trimestre com leve queda em outubro, diz BC

Foto: José Cruz / EBC

A economia do Brasil iniciou o quarto trimestre com fraqueza em outubro, indicam dados do Banco Central, divulgados na quarta-feira (14), sinalizando acomodação da atividade neste fim de ano. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) registrou recuo de 0,05% em outubro na comparação com setembro, mostrou o dado dessazonalizado do indicador, que é um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).
A queda ficou abaixo das expectativas, a previsão para o índice no mês era de uma alta de 0,5%, de acordo com especialistas ouvidos pela agência Reuters.
O quarto trimestre deve ser marcado pelos impactos dos consecutivos acréscimos na taxa de juros, que foram promovidos pelo Banco Central para combater o avanço da inflação no Brasil. O crescimento da taxa selic normalmente afeta o volume de negócios da população, sendo uma das causas da queda do IBC-Br.

ESTAGNAÇÃO

O BC piorou o resultado do IBC-Br de setembro para uma estagnação, de um avanço informado antes de 0,05%. Em agosto, o índice teve queda de 1,13%
Na comparação com outubro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 3,68%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 3,13%, de acordo com números anunciados.O PIB perdeu mais força do que o esperado no terceiro trimestre do ano e cresceu 0,4%, segundo dados divulgados pelo IBGE no início do mês.
Mas, ainda assim, marcou o maior patamar da série histórica, com início em 1996, impulsionado mais uma vez pelo setor de serviços em meio a uma demanda ainda robusta por parte das famílias.
Em outubro, o destaque foi a queda de 0,6% no volume de serviços, interrompendo série de cinco meses de alta e acendendo sinal de alerta. A produção industrial brasileira cresceu 0,3% no mês, mas o resultado não compensou o recuo dos dois meses anteriores. O destaque positivo foi o varejo, com aumento das vendas pelo terceiro mês seguido, de 0,4% em outubro.
"Na nossa avaliação, a perda de dinamismo de todos os grandes segmentos reflete os efeitos da política monetária contracionista sobre a economia brasileira. Acreditamos que esta tendência deve continuar sendo observada nos próximos meses, haja vista o encarecimento do custo de acesso ao crédito e da elevação do nível de inadimplência em um contexto de elevação das incertezas em torno da condução da pauta econômica durante o próximo governo" disse a empresa Genial Investimentos, em nota.
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