Veja como fugir do golpe da falsa restituição do Imposto de Renda 2022

Por Cristiane Gercina
São Paulo, SP

IMPOSTO DE RENDA 201, Declaração IRPF 2019

Os golpistas estão se aproveitando do pagamento da restituição do Imposto de Renda pela Receita Federal para tentar roubar dados dos clientes por meio de mensagens enviadas por email. As mensagens chegam na caixa de entrada em plena campanha de entrega da declaração do IR 2022, cujo prazo final é 31 de maio.
Em geral, os emails informam que o contribuinte tem um valor de restituição a receber e indicam algum link ou campo no qual o cidadão precisa clicar para conferir os valores e ter acesso ao dinheiro. O email tem logotipo gov.br -do governo federal- e se aproveita dos cem anos do Imposto de Renda para parecer que se trata de um documento oficial enviado pelo fisco.
Ao clicar no link indicado abaixo -em uma barra azul- o trabalhador poderá ter os dados roubados e, com eles, os golpistas poderão cometer fraudes em nome do contribuinte, como pegar empréstimos bancários, pagar contas altas, fazer compras e até transferir dinheiro para si.
Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da PSafe, empresa de segurança na internet, explica que há muitos golpes e que eles são sazonais, ou seja, ocorrem conforme a época. Neste caso, os fraudadores se aproveitam da campanha do IR. Se o contribuinte abrir o link no computador, o golpista fica esperando o cidadão fazer uma operação bancária, também no computador, para invadir a conta-corrente ou a poupança.
Caso o trabalhador abra em seu celular o link enviado, ele estará sujeito a mais fraudes ainda, pois será possível acessar aplicativos e fazer transações, principalmente em apps de compras, entregas e assinaturas.

RECEITA NÃO ENVIA LINKS

“A Receita Federal não envia WhatsApp ou email para o contribuinte com links. O canal de comunicação oficial é sempre por meio do e-Cac. Em caso de dúvidas, sempre confirme na caixa de entrada do e-Cac [se há alguma comunicação]. Se não tiver nenhum aviso lá, muito provavelmente trata-se de uma tentativa de golpe”, diz Beatriz Finochio, especialista em direito tributário.
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