'Vi minha filha coberta de sangue', diz pai de adolescente morta na Boca do Rio

A morte da adolescente Patrícia Paiva Costa, 17 anos, chocou a família. Ela estava no ponto onde tinha uma barraquinha de cachorro-quente na Rua Hélio Machado, perto do fim de linha da Boca do Rio. Patrícia foi surpreendida por um grupo de homens armados que desceu de um carro atirando.
Familiares contam que ela chegou a correr, mas não conseguiu escapar. "Segundos antes tinha falado com ela e entrei. Depois eu ouvi os tiros novamente e quando saí, vi minha filha coberta de sangue", disse o pai da jovem, Nilton Cerqueira Costa, 57 anos.
Foi ele quem socorreu a filha. "Ela agonizava nos meus braços. Cena que nunca mais vai sair de minha cabeça", disse o pai. Ele está inconformado com a perda. "Porque não fui eu? Eu não sou evangélico. Ela era (evangélica) desde quando nasceu", lamentou o pai.
Patrícia era irmã do ex-meia esquerda do Esporte Clube Bahia Maurício Paiva Costa, 31, que deixou o clube em dezembro de 2013. "Os quatro desceram atirando. Todos encapuzados. O alvo deles correu na direção de minha irmã', contou o jogador.
Moradores contaram que o local tem ponto de tráfico e suspeitam que outro grupo criminoso chegou atirando ao local, em uma disputa pelo ponto, mas que um dos encapuzados usava um colete com inscrição da Polícia Civil.
O enterro de Patrícia será às 16h30, no cemitério Campo Santo, na Federação.

Entenda o caso

Segundo informações da Polícia Civil, homens encapuzados chegaram em dois carros e uma moto fizeram seguidos disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram Renato Andrade Sousa, de 33 anos, que estava na Rua Lavínia Magalhães e Patrícia Paiva Costa, de 17, na Rua Hélio Machado. Os dois foram socorridos Unidade de Pronto Atendimento do Marback, no Imbuí, mas não resistiram aos ferimentos.
Uma sobrinha de Patrícia, de cinco anos, foi atingida de raspão na perna por um dos tiros e levada a uma unidade de saúde da capital. A Polícia Civil expediu as guias de remoção e de perícia. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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