Ucraniana e a filha dela que nasceu em Itabuna desembarcaram em Ilhéus

Por Pimenta Blog

Ucraniana e filha de 5 anos autista desembarcam na Bahia após fugir da guerra — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

Everton das Virgens, 30, recepcionou a filha e a ex-esposa no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, no final da manhã de sexta-feira (11). Enrolado na bandeira da Ucrânia e vestindo camisa da seleção de futebol do país, Everton das Virgens, 30, recepcionou a filha e a ex-esposa no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, no final da manhã de sexta-feira (11). Marina Savchuk, 29, e a pequena Sophie Charlotte são refugiadas da guerra no país do leste europeu, iniciada pela invasão russa no último dia 24.
De acordo com o Pimenta Blog, Everton conta que conheceu Marina na Irlanda, em 2016, quando foi fazer intercâmbio. Eles começaram a namorar e, no ano seguinte, vieram para Itabuna, no sul da Bahia, terra natal do cirurgião-dentista. Sophie nasceu naquele ano, no Hospital Manoel Novaes.
Ucraniana, Marina não se adaptou ao Brasil e voltou para a Europa no final de 2017, levando a filha. Gerente de uma empresa, ela morava com Sophie em Kiev, capital da Ucrânia. Quando a guerra eclodiu, tiveram que ficar num abrigo subterrâneo. No último dia 4, partiram em um comboio de refugiados para Lviv, no oeste do país, perto da fronteira com a Polônia, para onde seguiram depois.
Refugiadas no país vizinho, embarcaram em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), que saiu de Varsóvia na quarta-feira (9) e chegou quinta-feira (10) ao Brasil. Após escalas em Recife, Brasília e São Paulo, mãe e filha desembarcaram hoje em Ilhéus. Marina disse ainda que está muita cansada, pois não dorme direito há dias.
Everton fez duas viagens recentes à Ucrânia. A primeira foi no final de 2019. Passou cerca de dois meses no país e, no dia 16 de fevereiro de 2020, voltou ao Brasil. Naquela altura, a pandemia de Covid-19 já se alastrava pela Europa.
A segunda viagem foi no início deste ano. “A gente não contava que ia acontecer esse conflito”, diz o itabunense. Sem imaginar que a Ucrânia seria invadida, ele aproveitou a presença no país para atualizar a documentação da filha. “Parece que Deus faz tudo certinho. Se eu não tivesse ido lá e renovado o passaporte dela, o que dependia de mim, ela ficaria sem o documento”. No processo, recebeu auxílio do embaixador do Brasil na Ucrânia, Norton de Andrade Mello Rapesta. “Me tratou super bem”, relembra.
Everton voltou para o Brasil em janeiro, ainda sem ter ideia de que o país da ex-companheira seria atacado. Com indignação, ele atribui a culpa pela guerra ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, a quem chama de ditador. Segundo o itabunense, as populações da Rússia e da Ucrânia são irmãs e não têm nada a ver com o conflito em curso. Sobre o futuro, disse que Marina vai ficar no Brasil por tempo indeterminado. “O país dela está destruído por causa de um louco”.
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