Prefeito que organizou encontro com pastores do MEC já foi preso por garimpo ilegal

O prefeito de Centro Novo (MA), Júnior Garimpeiro (PP), envolvido no escândalo dos pastores no Ministério da Educação, já foi preso em uma investigação de garimpo ilegal.
A prisão foi decretada em 15 de setembro de 2021 na Operação Curimã, da Polícia Federal, para desarticular uma quadrilha que estava desmatando extensas áreas de terra e as transformando em garimpos.
Júnior Garimpeiro passou 13 dias foragido, entregou-se em 28 daquele mês na superintendência em São Luís e foi encaminhado para o presídio de Pedrinhas, até conseguir ter a prisão relaxada pela Justiça.
De acordo com a PF, o grupo tinha “grande poderio econômico e político” e já atuava na região havia pelo menos três anos. Foi responsável pelo desmatamento de mais de 60 mil hectares sem autorização dos órgãos competentes e pelo uso de substâncias tóxicas, como cianeto e mercúrio, para a extração massiva de ouro.
O prefeito foi convidado a participar de audiência no Senado Federal após seu nome ter sido envolvido nas denúncias sobre a atuação indevida de pastores do MEC e no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura estiveram em Centro Novo (MA), município de 22 mil habitantes, em maio do ano passado. Ambos integraram oficialmente a mesa da solenidade e tiveram direito a falas, como se fossem integrantes do governo. Na ocasião, prefeitos da região foram apresentados aos dois e, a partir daí, passaram a ter interlocução com o ministério, por intermédio dos religiosos.
“Minha história com Centro Novo começa com Arilton, esse homem que pegou no meu pé e insistiu para que eu desse atenção ao Maranhão. Depois conheci o Gilmar, o líder da igreja, que também ficou no meu pé”, disse o ministro Milton Ribeiro, em vídeo publicado pelo município.
O presidente do FNDE agradeceu aos pastores pela organização do evento, o que evidencia o protagonismo de ambos na definição da agenda da pasta. O prefeito de Centro Novo, Júnior Garimpeiro (PP), foi procurado, mas não respondeu.
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