Polêmica na França por gritos de ‘Macron assassino’ durante comício da extrema-direita


Polêmica na França por gritos de ‘Macron assassino’ durante comício da extrema-direita

O presidente francês e candidato à reeleição Emmanuel Macron, em Dijon, França - AFP

O presidente francês, o liberal Emmanuel Macron, criticou nesta segunda-feira (28) seu adversário da extrema-direita na eleição presidencial Éric Zemmour por não silenciar uma multidão que o chamava de “assassino” durante um comício, a duas semanas do primeiro turno.
“Há duas hipóteses: a primeira é a falta de dignidade. É a que me parece mais credível, embora não seja uma surpresa”, declarou Macron durante uma visita a Dijon (leste), em meio à campanha eleitoral.
“A segunda é o desconhecimento de uma reforma muito importante do meu mandato. Agora, a Segurança Social reembolsa os aparelhos auditivos”, disse o centrista, pedindo ao seu rival que “se equipe a um menor custo”.
No domingo, quando Zemmour dizia para milhares de pessoas na praça parisiense de Trocadéro que “o Estado não soube proteger” as vítimas de ataques extremistas, o público gritou “Macron assassino”.

Durante o comício, vídeos de pais das vítimas de jihadistas ou de agressores apresentados como estrangeiros pedindo para votar no candidato de extrema-direita se intercalavam entre os discursos.
Grande parte da classe política na França condenou a inação de Zemmour em silenciar seus apoiadores, especialmente quando pouco antes ele respondeu a mensagens do público aclamando-o.
“Zemmour permite que uma multidão grite ‘Macron assassino’. Eu luto com força contra o atual presidente, mas chamar um adversário de assassino é perigoso”, tuitou a candidata de direita Valérie Pécresse”.
O entorno do candidato do Reconquista alegou que “ele não ouviu” a mensagem e que “condena o que a multidão disse naquele momento”. “Nunca usou ou insinuou esse termo em seu discurso”, acrescentou.
Segundo as últimas pesquisas, Zemmour ficaria em quarto lugar no primeiro turno de 10 de abril. A candidata de extrema-direita Marine Le Pen e o esquerdista Jean-Luc Mélenchon disputariam o segundo lugar que enfrentaria Macron duas semanas depois.
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