Número de habilitados para adoção na Bahia é 7 vezes maior que o de crianças disponíveis

Ser pai sempre foi um desejo de Pedro Paulo de Lavor, de 35 anos. Para concretizar o sonho, optou pela adoção em fevereiro do ano passado e só em outubro conseguiu ficar habilitado para adotar. Desde então, tem lidado com a ansiedade de estar na fila de espera participando de grupos de apoio e ajudando colegas que passam pelo mesmo processo. Como Pedro, existem outros 956 pretendentes na Bahia, um número sete vezes maior que o de crianças disponíveis para serem adotadas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Natural de Juazeiro e morador da capital há seis anos, Pedro Paulo conta que quando deu entrada no processo de adoção monoparental, sofreu constrangimentos: “Como eu sou gay, pediram até atestado de HIV, porque associaram isso à possibilidade de eu não dar conta fisicamente de adotar”. Agora em um relacionamento em que o parceiro também deseja ter um filho, ele pretende formar uma família homoafetiva no futuro. A única restrição feita por Pedro é que a criança tenha até 6 anos de idade. Continue lendo...
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