Novela sem fim! Investigação da morte de Diego Maradona ganha novidades

Maradona chora com a camisa do Boca Juniors (Crédito: Divulgação AFA)

Diego Maradona faleceu no dia 25 de novembro de 2020 por causa de uma parada cardiorrespiratória. A morte do ex-jogador abalou o mundo do futebol, mas principalmente os argentinos, que o tinham como grande ídolo.
A investigação da morte do ex-jogador ganhou novidades nesta semana. Matías Morla e Victor Stinfale, que foram representantes e advogados de Maradona em diferentes momentos de sua vida, estão sendo processados por apropriação indébita dos bens do craque.
Os dois foram intimados a depor e a família de Maratona emitiu uma carta na última quinta-feira (11/03) pedindo justiça e comemorando a convocação. No comunicado dos parentes do ex-jogador, utilizaram um termo referente a escravidão, em que um ser humano fica sem direitos quando alguém é submetido ao poder e a propriedade como se fosse um animal.
– Nossa intenção, e de nossos advogados, é averiguar o que aconteceu na vida do nosso pai em seu último tempo, A VERDADE DE SEU FINAL. Também, SABER A VERDADE das ações do seu entorno, que o rodeou e o isolou nos últimos anos da sua vida (provavelmente abandonando-o à sua sorte no final), esvaziando o seu patrimônio e fazendo-se milionários da noite para o dia – escreveram na carta.
O comunicado foi assinado por Dalma e Giannina, filhas de Maradona, sua ex-esposa Cláudia e Verónica Ojeda, sua ex-noiva e mãe de Dieguito Fernando. Jana, terceira filha do astro, não integra a carta, mas Diego Júnior, que foi reconhecido como filho de Maradona aos 30 anos, participou.
Além de Matías Morla e Victor Stinfale, outras sete pessoas foram intimadas a depor. Dentre elas, assistentes, empresários e inclusive o motorista do astro. Maximiliano Pomargo, Vanesa Morla, Maximiliano Trimarchi, Sergio Garmendia, Carlos Ibáñez, Stefano Ceci e Sandra Iampolsky foram os demais convocados.
As sessões devem ocorrer entre os dias 22 de março e 12 de abril. Depoimentos devem acontecer na cidade de La Plata, nos arredores de Buenos Aires.
– Foi investigado que apenas poderia visitar Maradona quem estivesse previamente autorizado pelos acusados – estava escrito o documento assinado pela fiscal María Cecilia Corfield.

– Quando a visita ou telefonema de algum amigo ou familiar era autorizado, a ordem era que não podiam ficar sozinhos, sempre devia estar presente um dos acusados ou uma pessoa da confiança deles, como eram os encarregados de segurança, para ouvir e ver o que acontecia e, quando fosse conveniente aos seus interesses, intervir para dissolver o contato- descreveu o comunicado.

Diego Maradona será eternamente lembrado como um dos maiores personagens da história do futebol. Os fãs do astro esperam que as investigações cheguem ao fim e a justiça prevaleça. O ex-jogador faleceu aos 60 anos.
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