Se até 15 de março não vier subsídio federal, terá reajuste de ônibus, diz Bruno

Por Gabriel Lopes / Fernando Duarte

Foto: Valter Pontes/ Secom

O prefeito Bruno Reis delimitou 15 de março como prazo máximo para uma definição sobre subsídio federal para não reajustar a tarifa de ônibus. A definição da data limite foi divulgada nesta quarta-feira (9), durante o lançamento da plataforma Salvador Tech, e em meio a questionamentos sobre a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para a ampliação da frota em horários de pico.
Se até 15 de março não vier alguma ajuda, terá que ser dado o reajuste. Será um reajuste conjunto no Brasil. Nossa proposta ao governo federal foi vir o subsídio. No caso de Salvador seriam R$ 64 milhões, que viriam para compensar as gratuidades dos idosos e das pessoas com deficiência. Nós não daríamos esse ano”, afirmou o prefeito. Segundo Bruno Reis, nos últimos dois anos foram gastos R$ 196 milhões com transporte público na capital baiana (lembre aqui), o que inviabiliza a manutenção do sistema nos atuais moldes.
O gestor ainda criticou a recomendação do MP-BA, citando que Salvador tem apenas 60% do número de passageiros que transportava antes da pandemia, enquanto que os gastos para a operação dos ônibus aumentaram expressivamente. “[O combustível] Já aumentou em um ano mais de 73%. Por outro lado, o valor do ônibus elevou muito, do pneu. Hoje a tarifa não remunera mais o sistema. É deficitário”, indicou.
“Não tem mais como aumentar frota porque não tem ônibus. Não tem ônibus. Uma empresa quebrou e as outras empresas assumiram essas linhas. Colocando todos os ônibus que tinham disponíveis. De um lado, não tem como se pagar essa conta. Do outro, não tem equipamento disponível”, garantiu Bruno Reis, citando a expectativa de que duas concessionárias que atuam na capital baiana devem antecipar a chegada de 170 novos veículos para abril - algo que estava originalmente previsto para novembro.
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