Caso Cátia Raulino Falsa jurista é condenada por danos morais e deve declarar plágio

A Justiça condenou Cátia Regina Raulino a pagar multa e indenização por danos morais. A falsa professora também terá que declarar que plagiou obras de ex-alunos, que foram publicadas em um livro, como se fossem dela.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Cátia Raulino, mas ainda não obteve resposta. A condenação do caso de plágio foi homologada nesta quinta-feira (10). Cátia terá que pagar R$ 5 mil em multa e outros R$ 25 mil por danos morais ao verdadeiro autor da obra plagiada.
As notas de declaração de que ela assinou a obra intelectual de outra pessoa terão que ser publicadas tanta pela editora do livro, quanto por revistas especializadas. A Justiça também determinou que ela se retrate nas redes sociais e divulgue a verdadeira autoria do trabalho plagiado por ela. Caso descumpra, terá que pagar multa diária de R$ 500, limitada ao valor máximo das ações da condenação.
Além do crime de plágio, Cátia Raulino também é investigada por estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica, após lecionar em cursos de Direito, em faculdades de Salvador, sem ter o diploma de graduação e de comprovação dos cursos que disse possuir.
Esse processo ainda está em andamento e a acusada responde em liberdade, sob medidas cautelares. Cátia Raulino dizia ser formada em Direito, com mestrado, doutorado e pós-doutorado, e passou a ser investigada depois que alunas de uma faculdade particular em Salvador denunciaram que tiveram artigos plagiados por ela.
Um dos advogados formados em uma das turmas que a falsa professora lecionava acionou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) contra a ela, pedindo indenização de R$ 30 mil.
A acusada chegou a apresentar documentos à polícia para tentar comprovar que os títulos era reais, mas o delegado Antônio Carlos Magalhães, titular da delegacia da Boca do Rio (9ª DT), que investigou o caso, disse que nenhum deles era um diploma ou equivalia aos títulos que Cátia dizia possuir.
As universidades onde ela disse ter estudado negaram que Cátia Raulino tenha concluído os cursos. Segundo as ex-alunas que denunciaram os plágios, quando ainda eram estudantes, elas tiveram os trabalhos de conclusão de curso incluídos em livro e revista e, nas publicações, a professora assinou os textos como dela, sem as citar.
Cátia Raulino atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares da capital baiana. Ela divulgava o trabalho nas redes sociais, porém, um dos perfis, que tinha mais de 180 mil seguidores no Instagram, foi desativado.
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) chegou a refazer duas bancas de mestrado que tiveram a participação dela. Cátia também trabalhou por cerca de um ano no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Por meio de nota, à época do início das investigações, o TJ-BA informou que ela atuou no órgão entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, no cargo temporário de supervisor.
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