Lauro de Freitas: Ativistas contestam 14 de maio como data de exaltação da cultura afro

Por Lula Bonfim

Um dos 400 terreiros de Lauro de Freitas | Foto: Alex Ferreira / Arquivo Pessoal

Lauro de Freitas pode se gabar de ter um terreiro de Candomblé para cada dia do ano. E ainda sobra. De acordo com a prefeitura, são mais de 400 casas de axé em todo o município, que também possui 75% de população preta ou parda, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base nisso, foi aprovada e sancionada, no último dia 22 de dezembro, uma lei que institui o Dia Municipal da Cultura Afro-Brasileira, estabelecendo 14 de maio como data comemorativa (veja aqui).
Só que o dia escolhido é motivo de muito debate no movimento negro. Ainda que não seja o 13 de maio, data da abolição da escravatura no Brasil, o dia 14 de maio faz referência a um momento em que a população negra foi libertada pelo estado brasileiro, mas ao mesmo tempo deixada sem quaisquer direitos ou reparação pelos séculos de escravidão.
A data foi, inclusive, tema de uma música de Jorge Portugal e Lazzo Matumbi. Na canção, nomeada com o próprio dia, os compositores criticam o abandono da população negra logo no dia seguinte à abolição. “No dia 14 de maio, eu saí por aí / Não tinha trabalho nem casa nem pra onde ir / Levando a senzala na alma, eu subi a favela / Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci”, relatam.(Leia mais AQUI).

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