Campeão olímpico, técnico baiano deixa seleção de boxe para focar na família

Por Nuno Krause

Foto: Arquivo pessoal

O técnico baiano Amonio Silva, o Mone, deixou a seleção brasileira de boxe na segunda-feira (10). Após cinco anos como membro da equipe, o profissional optou por voltar a Salvador para cuidar da família. Os atletas se reapresentaram na sede da Confederação Brasileira da modalidade (CBBoxe).
"Tinha prometido que só ficaria quatro anos. Foi difícil. Eu tinha vontade de levar minha família para São Paulo, mas o custo de vida é muito alto. A gente não parava. Viajava muito com a seleção. Tinha que optar pela minha família, que é prioridade", afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Apesar de estar indo embora, Mone garante que realizou um sonho. Além da família, ele também volta para cuidar do projeto social que tem no bairro de Pernambués, em Salvador, desde 1999.
"Trabalhei por 20 anos no meu projeto social com esse objetivo. Consegui realizar o sonho. Fechar com chave de ouro, com três medalhas olímpicas. Foi tudo como eu havia planejado. Conseguir chegar é fácil, se manter é mais difícil", destacou.
Mone foi um dos técnicos responsáveis por ajudar o Brasil a conquistar três medalhas olímpicas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Os baianos Hebert Conceição e Bia Ferreira foram ouro e prata, respectivamente. O paulista Abner Teixeira, por sua vez, ficou com o bronze.
Recentemente, o também baiano Keno Marley conquistou a medalha de prata no Mundial de Boxe.

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