Turbilhão Feminino: Rafaelle Souza, a baiana de Seleção que também brilha na China!

Por Ayana Simões

Foto: Sam Robles / CBF

Na última quarta-feira (15), a Federação Francesa de Futebol divulgou as datas e os horários dos jogos do Torneio Internacional da França. A Seleção Brasileira feminina disputará a competição ao lado de França, Holanda e Finlândia. A Seleção estreia diante das holandesas, às 14 horas (de Brasília) do dia 16 de fevereiro. A segunda partida será contra as anfitriãs, no dia 19, às 17h10. A equipe de Pia Sundhage encerra a participação diante da Finlândia, no dia 22, às 14 horas. Os jogos vão ser realizados no estádio Michel D’Ornano, em Caen.
Baiana da cidade de Cipó, a zagueira Rafaelle Souza, vive a expectativa de mais um compromisso pela seleção. Soma a experiencia como defensora do Brasil e do futebol chinês, onde atua desde 2016. A atleta de 30 anos coleciona convocações para a Seleção Brasileira e já teve oportunidade de representar o país: Jogos Pan-Americanos (2015), Mundial Feminino (2015), Jogos Olímpicos (2016 e 2020) e na Copa América (2018), quando foi campeã. Nas categorias de base, participou de dois Mundiais, com o Sub-17 (2008) e o Sub-20 (2010).
Rafaelle Souza já foi protagonista do nosso quadro Sócio Atleta, que dá destaque as histórias de personagens do nosso futebol feminino. A equipe do Turbilhão teve o privilégio de entrevistar essa jogadora polivalente. Confira:

Como começou a paixão pelo futebol?

Começou desde os 6 anos. Meu primeiro presente foi uma bola de futebol, eu morava no interior da Bahia, sempre gostava de jogar na rua com os meninos, foi de criança, acho que é da cultura do brasileiro mesmo”, ressalta.

Conte um pouco sobre sua trajetória no futebol.

Joguei em diversas posições, comecei a carreira no São Francisco do Conde (BA) atuando como Lateral Esquerda. Fui Lateral durante muito tempo, joguei os Mundiais Sub-17 e Sub-20 na Lateral Esquerda, depois disso fui para os Estados Unidos onde fui Ponta Esquerda, que é um meia aberto à esquerda. No Mundial do Canadá, mudei de posição porque a zagueira se machucou, acabei indo pra zaga e me dei bem lá. Depois fui pra China como zagueira, mas sempre que o treinador precisa me coloca no ataque. Jogo em todas as posições que precisar, quero ajudar meu time.

Você consegue acompanhar as competições aqui? Como vê a forma que são organizadas?

Tenho acompanhado pouco, lá na China é tudo mais difícil até pela questão do fuso horário, mas sempre que estou de férias, acompanho. O que vejo é que tem muita coisa melhorando, muitos times estão investindo, como é o caso do Bahia em Salvador, isso é muito legal! Mas vejo que outros times precisam fazer o mesmo e muita coisa tem que melhorar ainda. Precisa de muito investimento, não só dos times, mas da CBF, pra divulgar, dar uma força ao futebol feminino e fazer com que isso cresça aqui no Brasil.

Qual é a grande diferença entre China e Brasil quando o assunto é futebol?

A China tem um calendário completo. O ano todo você tem competições, o ano todo você está trabalhando. Os times não param. Aqui no Brasil vejo muitos times que só são formados quando tem uma competição, por exemplo, o Brasileiro. Na China eles tem um calendário completo o ano todo, então estão sempre trabalhando. Isso é muito bom para as atletas, tanto taticamente quanto fisicamente. Mas lá na China é um futebol diferente um pouco do Brasil. É um futebol mais técnico e mais tático. No Brasil você tem jogadoras que se destacam, fazem improviso, um lance legal que dificilmente aparece lá.

Qual a maior dificuldade em atuar no futebol feminino?

A maior dificuldade é você além de ter que sair do Brasil para conseguir viver do futebol, é a falta de visibilidade e reconhecimento se comparado ao masculino.
Rafaelle Souza é destaque no nosso quadro Sócio Atleta. Quer conhecer um pouco mais das nossas atletas do Futebol Feminino? Então visite a nossa página: turbilhaofeminino.com.br ou @turbilhaofeminino
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