Reforma no Centro Pan-Americano de Judô custará R$ 3 milhões aos cofres do estado

Por Nuno Krause / Leandro Aragão

Foto: Camila Souza / Setre

O governo do estado está investindo R$ 3 milhões para transformar o Centro Pan-Americano de Judô em uma arena multiuso. Atualmente, o espaço não é utilizado para o objetivo que foi construído. A informação foi revelada ao Bahia Notícias por Davidson Magalhães (PCdoB), titular da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
A ideia, de acordo com o gestor, é fazer uma "arena de lutas marciais no estado da Bahia". "Temos um investimento de uma licitação de R$ 12 milhões em materiais e equipamentos para lutas marciais. Vamos fazer cerca de 20 núcleos de excelência de artes marciais no estado", destacou.
Construído em agosto de 2013 e finalizado em dezembro de 2014, como parte do programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento, o Centro Pan-Americano de Judô deveria ser a sede do judô nacional. Com orçamento de R$ 43,2 milhões, sendo R$ 18,3 milhões do Estado da Bahia – incluindo desapropriação do terreno – e R$ 19,8 milhões da União, o espaço ainda teve o seu projeto executivo elaborado pela CBJ, que aportou R$ 5,1 milhões para compra de parte dos equipamentos e mobiliário (saiba mais aqui).
Contudo, com o tempo, o espaço começou a ser subutilizado para sua função específica, e passou a abrigar eventos para além da arte marcial.
Recentemente, o Bahia Notícias revelou também que o Centro também pode abrigar jogos da Copa América de Basquete 2022, que pode ter Salvador como uma das sedes (confira aqui e aqui). O evento acontecerá no Brasil pela primeira vez desde 1984, entre os dias 3 e 11 de setembro do ano que vem.

PITUAÇU INDEFINIDO

O secretário também aproveitou para atualizar a situação envolvendo o estádio Roberto Santos, popularmente conhecido como Pituaçu. Em agosto deste ano, o local passou a ser cobiçado pela iniciativa privada. As negociações haviam sido travadas durante a pandemia (leia aqui).
Entretanto, Davidson afirmou que o processo licitatório para a administração do estádio segue "estagnado". "Em função da pandemia, toda a área de investimentos se retraiu, e a modelagem desse processo está em discussão dentro do governo do estado", revelou.
A ideia de ceder o estádio à iniciativa privada surgiu em setembro de 2019, quando o governador Rui Costa solicitou a Davidson Magalhães um estudo de viabilidade de um possível negócio (lembre aqui).
Entre 2015 e 2019, o governo do estado gastou R$ 2,1 milhões na manutenção preventiva e corretiva de Pituaçu. O valor, obtido pelo Bahia Notícias por meio de Lei de Acesso à Informação (LAI), revela que o custo gerado pela administração própria demandou 11% de toda a verba empenhada pelo governo em reformas e construção de estádios na Bahia do período (R$ 19 milhões).

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