Ministros de Bolsonaro aumentam críticas a Guedes após episódios de Auxílio Brasil e Marcos Pontes

Paulo Guedes (Economia) continua na mira de colegas na Esplanada, mesmo após ter cedido aos apelos de Jair Bolsonaro para propor um drible ao teto de gastos e chegar ao valor de R$ 400 de Auxílio Brasil. Ao Painel, auxiliares descrevem o ministro como reativo em reuniões, pouco parceiro, alguém sem nenhuma liturgia e que se acha melhor do que os outros. Ainda assim, integrantes do governo afirmam que a chance de Guedes ser demitido pelo presidente é zero.
O ministro foi criticado por pares pelo teor da entrevista em que disse que integrantes da “ala política” sondaram nomes para substituí-lo. Também por ter chamado Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) de burro, como revelou o Painel. Como a coluna escreveu, líderes do centrão dizem que ele se mantém no cargo por falta de plano B.
Na quarta (3), como mostrou o Painel, Guedes disse que falta eficácia na gestão de recursos e chamou colegas de incompetentes em reunião com deputados. Na dia seguinte, o ministro procurou Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e tentou justificar a própria fala.
O espanto com as declarações de Guedes também foi relatado no Congresso. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chamou deputados que estavam na reunião para pedir mais detalhes sobre o encontro. A avaliação de dirigentes políticos é que o centrão seguirá pressionando pela saída do ministro da Economia, mas que dificilmente isso ocorrerá, pelo menos no curto prazo.

Painel/Folhapress

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