Pescaria é proibida em rio no sudoeste da Bahia após surgimento de lama escura e ao menos 100 mil peixes mortos

A pescaria no Rio Verruga, na cidade de Itambé, no sudoeste da Bahia, foi proibida pela prefeitura do município, durante as investigações sobre o surgimento de mais de 100 mil peixes mortos e água em tom escuro em trecho próximo à ponte da Rua Nova. Os primeiros casos aconteceram no dia 5 de setembro.
O rio nasce na Serra do Periperi, em Vitória da Conquista, e desagua no Rio Pardo, em Itambé, município vizinho. As secretarias do Meio Ambiente das duas cidades estiveram no trecho do rio que corta os municípios e coletaram amostras da água para fazer uma inspeção.
As amostras colhidas não apresentaram alteração, mas de acordo com o órgão ambiental de Itambé, os resultados preliminares confirmaram a presença de uma lama densa em um trecho abaixo da Serra do Marçal. O material ainda está sendo analisado e pescaria na região ficará proibida até a entrega do laudo.
A suspeita é que a lama esteja partindo da nascente do rio, em Vitória da Conquista, e seguindo o curso até Itambé. Também está sendo analisada a possibilidade de contaminação por esgoto no local.
"Essa lama, tudo indica que tenha causado a questão da mortandade dos peixes. Tudo indica que houve uma queda grande no PH da água, com isso os peixes ficaram sem oxigênio e recolhemos o material, notificamos o Inema e o Ministério Público", disse o vice-prefeito de Itambé e também secretário do Meio Ambiente, Bruno Lopes.
A Secretaria do Meio Ambiente também prepara um laudo para saber o tamanho do impacto ambiental e espera o resultado da análise da lama para saber o que causou o problema. As informações são do G1-BA.
O material coletado foi levado para os laboratórios da Universidade Estadual do Sudoeste (UESB) e pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que foi notificada para fazer a análise em todo o perímetro do rio.
"Estamos tentando saber quem foi o causador disso, o grande culpado, porque o impacto causado aqui foi muito grande", afirmou Bruno Lopes. O aposentado Valdeci Pereira mora em uma casa, que fica às margens do rio, há quase 70 anos, e conta que nunca viu tanto peixes mortos na localidade.
"Quando eu cheguei aqui eu dei com aquela cena. Os peixes todos agonizando em cima da água", disse o aposentado Valdeci Pereira. "Sessenta e nove anos que eu nasci aqui e nunca vi algo parecido. Se alguém disser que já morreu tanto peixe aqui, eu digo que é mentira, porque nunca teve".

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