Governo de SP multa Bolsonaro, Hang e Malafaia por não usarem máscara

Eles foram autuados por contrariarem lei que determina o uso de máscaras para evitar a disseminação da Covid-19 durante a pandemia no Brasil. Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 125 mil pessoas participaram do ato na Paulista. O Brasil já teve 583.866 óbitos por coronavírus.
A administração estadual calcula que a multa pode chegar a R$ 1,5 milhão. Esta é a sétima autuação de Bolsonaro por descumprir medidas sanitárias de contenção da pandemia em São Paulo.
Além dele, foram multados Tarcísio de Freitas (ministro da Infraestrutura), Mário Frias (secretário especial da Cultura), André Porciuncula (subsecretário de Fomento e Incentivo à Cultura), Carla Zambelli (deputada, PSL-SP), General Girão (deputado, PSL-RN), Marcio Labre (deputado, PSL-RJ), Marco Feliciano (deputado, Republicanos-SP), Danilo Balas (deputado estadual, PSL-SP) e Suéllen Rosim (prefeita de Bauru, Patriota).
Também foram autuados o empresário Luciano Hang, o cantor Netinho, o pastor Silas Malafaia e o ex-senador Magno Malta.
Na Paulista, Bolsonaro repetiu as ameaças golpistas contra o STF (Supremo Tribunal Federal), exortou desobediência às decisões do ministro Alexandre de Moraes e desafiou quem o investiga. “[quero] Dizer aos canalhas que eu nunca serei preso.”
“Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou.”
O atos em Brasília e em São Paulo, marcados por pautas autoritárias e golpistas, representam uma minoria no país. Pesquisa Datafolha de junho mostrou que 75% dos brasileiros consideram o regime democrático o mais adequado, enquanto 10% afirmam que a ditadura é aceitável em algumas ocasiões.
Anunciado por Bolsonaro nos últimos dois meses como uma espécie de tudo ou nada para ele, as manifestações do Sete de Setembro podem ampliar o seu isolamento político, no momento em que, de olho em 2022, depende do STF e do Congresso para a liberação de recursos e aprovaçção de projetos.

Fábio Zanini/Folhapress

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