Queiroga vai apresentar a Bolsonaro ‘esboço de estudos’ sobre fim do uso obrigatório da máscara

Queiroga não deu uma data para que isso ocorra. “Quando nós tivermos as condições sanitárias seguras para isso”, declarou o ministro

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na segunda-feira, 23, que vai se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro na terça-feira para mostrar a ele um “esboço” dos estudos da pasta sobre o fim do uso obrigatório de máscara como medida de proteção à covid-19. Queiroga não deu uma data para que isso ocorra. “Quando nós tivermos as condições sanitárias seguras para isso”, declarou o ministro.
No início de junho, Bolsonaro relatou ter conversado com o ministro da Saúde para que fosse preparado um parecer desobrigando pessoas vacinadas ou que já tinham sido contaminadas pela doença a usarem máscaras, contrariando todas orientações de autoridades sanitárias, que recomendam o uso da proteção como forma de evitar a propagação da doença. Na manhã desta segunda-feira, Bolsonaro voltou ao tema e disse que a reunião seria nesta segunda “para dar uma solução para esse caso”.
“A ideia é a seguinte: pela quantidade de vacinados, pelo número de pessoas que já contraiu o vírus, quem já contraiu o vírus, obviamente já está imunizado também, como é o meu caso, nós tornamos facultativo, orientarmos que o uso da máscara não precisa ser mais obrigatório”, afirmou o presidente.”Essa é a nossa ideia que talvez tenha uma data a partir de hoje para essa recomendação do Ministério da Saúde.”
Bolsonaro não usa máscara, rotineiramente, e promove aglomerações desde o começo da pandemia. No sábado, o presidente foi multado pela terceira vez por promover aglomeração e circular sem máscaras. Por causa disso, o Bolsonaro será autuado em R$ 190 mil e, se não quitar o débito, poderá ter seu nome inscrito na dívida ativa de São Paulo.
Estudos científicos têm apontado a eficácia da proteção facial como estratégia contra o contágio – a medida foi adotada em grande parte dos países. O equipamento protege tanto quem o usa quanto quem está ao redor.
A obrigatoriedade do uso de máscara em locais públicos, como comércios, escolas e igrejas, foi aprovada no ano passado pelo Congresso. Após os primeiros países optarem por autorizar a dispensa do uso de máscaras por pessoas vacinadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu cautela aos governos. Segundo a OMS, a dispensa desses cuidados pode acontecer somente quando não há mais transmissão comunitária da doença e não depende apenas da vacinação contra a covid-19.
Queiroga falou sobre o fim da obrigatoriedade após o presidente falar sobre o tema pela manhã. “Eu vou conversar com o presidente Bolsonaro amanhã para apresentar para ele um esboço dos estudos que o Ministério da Saúde realizou desde quando o presidente fez essa demanda”, disse o ministro. Na semana passada, Queiroga se disse contra o uso obrigatório da máscara. Ele declarou ser favorável à conscientização.

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