PRODUÇÃO INDUSTRIAL BAIANA CRESCE MAIS DE 10% EM JUNHO

Indústria baiana apresenta crescimento em junho na comparação com maio

A produção industrial – de transformação e extrativa mineral – da Bahia, ajustada sazonalmente, avançou 10,5% em junho frente a maio, porém, na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou queda de 7,9%.
No primeiro semestre do ano, a indústria registrou retração de 15,0%, em relação ao mesmo período anterior. O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, apresentou declínio de 8,7% frente ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No confronto de junho de 2021 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou queda de 7,9%, com seis das 12 atividades pesquisadas assinalando queda da produção. O setor de Celulose, papel e produtos de papel (-52,5%) apresentou a principal contribuição negativa no período, explicada, especialmente, pela menor fabricação de pastas químicas de madeira.
Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Derivados de petróleo (-13,1%), Veículos (-77,9%), Metalurgia (-18,2%), Minerais não metálicos (-11,0%) e Bebidas (-7,7%). A principal contribuição positiva foi em Produtos químicos (12,6%), influenciada, principalmente, pela maior fabricação de acrilonitrila, etileno não saturado e policloreto de vinila (PVC). Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Couro, artigos para viagem e calçados (78,7%), Produtos alimentícios (9,3%), Borracha e material plástico (7,4%), Extrativa mineral (2,9%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (92,8%).
No acumulado do período de janeiro a junho de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 15,0%. Quatro dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Derivados de petróleo, que registrou queda de 37,4%, impulsionado, em grande parte, pelo menor refino de óleos combustíveis, óleo diesel e naftas para petroquímica. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Veículos (-93,3%), Metalurgia (-11,9%) e Celulose, papel e produtos de papel (-6,2%).
Positivamente, destacou-se o segmento Produtos químicos (20,0%), impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de princípios ativos para herbicidas, acrilonitrila e etileno não saturado. Houve ainda o crescimento em Couro, artigos para viagem e calçados (46,8%), Borracha e material plástico (27,3%), Extrativa mineral (11,2%), Produtos de minerais não metálicos (8,3%), Bebidas (7,5%), Alimentos (0,6%) e Equipamentos de informática e produtos eletrônicos (11,5%).

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