“Não admitiremos retrocessos”, diz Pacheco


Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou, nesta sexta-feira (09), que o Congresso Nacional não aceitará nenhum retrocesso e que repudia qualquer forma de questionamento sobre o modelo eleitoral brasileiro. “Não iremos admitir qualquer tipo de fala e de ato contrário à democracia.” Pacheco ainda afirmou que quem se coloca contra esse modelo é “inimigo da nação”.
“Tudo que houver de especulações, como a frustração das eleições próximas, é algo com o que o Congresso não concorda e repudia veementemente. Não admitiremos qualquer tipo de retrocesso nesse sentido”, disse o chefe do Senado.
Mesmo não citando nomes, a fala vem logo após sequentes falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, desde 2018, questiona a legitimidade das eleições passadas e futuras. Na manhã desta sexta, Bolsonaro, em conversa com apoiadores, chegou a criticar e ofender o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STE), Luís Roberto Barroso.
O presidente chamou Barroso de “imbecil” quando falou sobre as supostas fraudes no sistema eleitoral atual do país. Bolsonaro afirmou para os apoiadores que a fraude “está no TSE”. “Pessoal, presta atenção. É sério o que vou falar aqui. Tem muita gente filmando, então tem repercussão. Lá atrás, no passado (tô com 66 anos), sempre se buscava aí fraudar de uma forma ou outra as eleições, no papel, botando mesário pra contar favorável a ele, anulando votos que interessavam… Porque é luta do poder. Hoje em dia, mudou. É de cima para baixo. A fraude está no TSE, para não ter dúvida”, disse o presidente.
Dentre as vezes em que Bolsonaro criticou o modelo de urnas eletrônicas, ele afirmou que, caso ele não seja substituído
Ainda assim, ao ser questionado sobre a opinião de Bolsonaro, Pacheco afirmou que o posicionamento do presidente deve ser respeitada. “Sobre as falas do presidente, nós devemos respeitá-las e considerá-la para reflexão.”
Pesquisas
Também nesta sexta-feira, a pesquisa do Datafolha apontou que 59% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro nas próximas eleições de 2022. No último levantamento, realizado em maio, esse número era de 54%. Depois de Bolsonaro está Lula (PT) e o governador paulista, João Doria (PSDB), com 37% ambos.

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