Lewandowski dá prazo de 5 dias para CPI se manifestar sobre depoimento de Barros


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de até cinco dias para que a CPI da Pandemia explique por que adiou o depoimento do líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP). A sabatina estava marcada para a próxima quinta-feira (8).
Ricardo Barros tem dito que quer depor o quanto antes. Na visão do deputado, adiar o depoimento atrasa a defesa dele e configura “abuso de poder” por parte da CPI. Na última sexta-feira (2), Barros pediu para o STF que mantivesse a data da oitiva.
A CPI da Pandemia volta aos trabalhos nesta terça (6) para ouvir a servidora do Ministério da Saúde Regina Célia, que assinou o contrato de compra da vacina Covaxin. Durante a oitiva, o nome de Barros deve ser mencionado.
Regina Célia foi citada à CPI pela primeira vez no último dia 25, no depoimento de Luis Ricardo Miranda, que é chefe da divisão de importação no Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Ele e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram pressões internas na pasta para liberar a aquisição da Covaxin, mesmo com os erros verificados na ordem de pagamento.
De acordo com os irmãos, Regina Célia era a fiscal do contrato com a Bharat Biotech, empresa indiana que desenvolveu a vacina. A fatura gerada para a compra trazia número menor de doses do que o combinado, determinação de pagamento antecipado e o nome de uma empresa intermediária que não constava no contrato, afirmaram os irmãos. Segundo Luis Ricardo Miranda, as duas primeiras irregularidades foram sanadas depois de identificadas, mas a fatura permaneceu em nome da empresa intermediária — a Madison Biotech, baseada em Singapura.

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