Messi brilha e Argentina vence Uruguai pelo Grupo A da Copa América

A Argentina derrotou o Uruguai na sexta-feira por 1 a 0 vencendo o clássico do Rio da Prata, comandada pelo astro Lionel Messi, destaque da noite em Brasília, pela segunda rodada do grupo A da Copa América.
A equipe do técnico Lionel Scaloni entrou em campo determinada a sufocar o vizinho no estádio Mané Garrincha.
O único gol veio aos 13 minutos em meio à pressão dos ‘albicelestes’, com uma cabeçada do meia Guido Rodríguez após um cruzamento de Messi.
“Esta vitória nos deixa tranquilos porque a equipe foi muito bem contra um grande adversário”, disse Scaloni, após o aguardado triunfo que veio depois de três empates, dois nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 e um na estreia neste torneio continental.
O Uruguai, que estreou na Copa América após descansar na primeira rodada, respondeu com luta, mas com pouco jogo.
Seus maiores artilheiros de todos os tempos, Luis Suárez e Edinson Cavani, tentaram incomodar a defesa argentina que nesta sexta-feira se mostrou mais bem posicionada do que nos jogos anteriores.
Mas o meio de campo Celeste não conseguiu se impôr para alimentá-los, e o Uruguai manteve sua seca de gols que se arrasta desde a rodada dupla das eliminatórias no início de junho.
O técnico Oscar Tabárez disse que o Uruguai continua “tendo expectativas” na Copa América e que faltou criar chances de gol.
“Temos jogadores que possuem muita habilidade para fazer gols. Mas neste primeiro jogo não conseguimos supri-los de forma suficiente”, afirmou.
Mantendo sua característica, o grande clássico teve uma polêmica na segunda metade do primeiro tempo, quando Cavani caiu na área da Albiceleste após um contato com Rodríguez e os jogadores uruguaios pediram pênalti.

O árbitro brasileiro Wilton Sampaio descartou sem hesitação e sem objeção do VAR.

– Messi faz a diferença –

Messi desequilibrou para a Albiceleste, principalmente no primeiro tempo, fazendo aquilo que seus adversários mais temiam e honrando os elogios que seus rivais lhe fizeram na véspera do jogo.
Como havia descrito o técnico uruguaio Oscar Tabárez: o astro argentino é um “rei da precisão”. Ele se destacou tanto individualmente com uma explosão imparável – até diante da sólida defesa formada por Diego Godín e José María Giménez -, quanto como facilitador para as jogadas de seus companheiros perto do gol de Fernando Muslera.
Uma dessas bolas foi o cruzamento que encontrou a cabeçada de Guido Rodríguez para fazer 1 a 0 aos 13 minutos.
Não houve a mesma conexão de Messi com Lautaro Martínez, atacante que ainda vive um jejum de gols.
Este foi o primeiro gol pela Albiceleste do jogador do Betis, de 27 anos, que começou como meia no lugar de Leandro Paredes.
O dinamismo de um primeiro tempo animado estagnou no segundo tempo, onde o Uruguai tentou assumir o controle mas sem sucesso embora a partida tenha se mantido equilibrada.
A Argentina voltou a diminuir seu ritmo no segundo tempo, algo que tem acontecido nos últimos jogos, e que lhes custou dois empates depois de sair na frente, contra a Colômbia e o Chile, embora desta vez tenham conseguido garantir a vitória.

– Chile vence a Bolívia –

Mais cedo o Chile venceu a Bolívia na Arena Pantanal em Cuiabá sem grandes dificuldades por 1 a 0, resultado que colocou a ‘Roja’ no caminho certo para as quartas de final.
Já a seleção conhecida como ‘La Verde’, desfigurada devido a uma série de casos de covid-19, lutou o melhor que pôde, mas acabou sendo superada pelo jogo do Chile, impulsionado pelo gol do anglo-chileno Ben Brereton logo aos 10 minutos de jogo em Cuiabá.
O jogador do Blackburn Rovers recebeu sozinho em velocidade de Eduardo Vargas após um contra-ataque perfeito armado por Arturo Vidal. Ele driblou um zagueiro na grande área e soltou a bomba, sem chances para o goleiro Carlos Lampe.
Os jogadores comandados por Martín Lasarte chegaram a 4 pontos após o empate em 1 a 1 com a Argentina na estreia, enquanto a Bolívia emendou sua segunda derrota em duas partidas após o 3 a 1 contra o Paraguai.
A partida também foi marcada pela histórica estreia de um árbitro europeu na Copa América. O espanhol Jesús Gil Manzano apitou sem complicações e mostrou apenas três cartões amarelos (dois para a Bolívia e um para o Chile).

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