Lula venceria Bolsonaro em 2022 com 44%, diz pesquisa EXAME/IDEIA

O ex-presidente Lula

Caso as eleições fossem hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria Jair Bolsonaro (sem partido) no segundo turno. Lula aparece com 44% das intenções de voto, e o atual presidente com 39%. Em relação à última pesquisa, os números oscilaram dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos, mas o petista mantém a vantagem sobre Bolsonaro há três meses.
Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, que ouviu 1.200 pessoas entre os dias 22 e 24 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares.
Ao analisar os dados por região, Lula vence Bolsonaro no Nordeste (51% X 35%), Sudeste (47% X 37%), e no Norte (41% X 34%). A situação se inverte em favor do atual presidente no Centro-Oeste (64% X 25%), e no Sul (40% X 33%). Por faixa etária, Bolsonaro só vence entre aqueles com idade entre 30 e 39 anos (44% a 40%).
Na última quarta-feira, 23, o ex-presidente teve seus direitos políticos restabelecidos e pode se candidatar para um terceiro mandato em 2022. A decisão ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro ao condenar Lula no caso conhecido como Tríplex do Guarujá. Por sete votos a quatro, a corte entendeu que Moro foi parcial e anulou todo o processo.
Na sondagem do primeiro turno, Lula aparece à frente de Bolsonaro, mas com margem apertada (22% X 19%). Logo atrás deles está Ciro Gomes (PDT), com 6%, Sergio Moro (sem partido) e João Dória (PSDB), ambos com 2%, Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Tasso Jereissati (PSDB), ambos com 1% das intenções de voto. A testagem foi feita com abordagem espontânea, sem que os candidatos fossem apresentados previamente.
Para Maurício Moura, fundador do instituto de pesquisa, o que mais chama a atenção na pesquisa de primeiro turno é a parcela que ainda não sabe em quem votar. “42% não sabem em quem votar para presidente em uma pergunta espontânea. Isso dá a exata noção que essa ainda é uma disputa muito aberta e cheia de nuances daqui para diante”, diz.
Outro ponto destacado por Moura é que nesta semana a CPI da Pandemia no Senado investiga um possível superfaturamento na compra da vacina indiana contra a covid-19 Covaxin. “Percebemos, a julgar pelas últimas 24 horas, que houve uma recepção negativa por parte da opinião pública sobre o tema e que impacta Bolsonaro”, diz.
Esta é a primeira sondagem EXAME/IDEIA após Luciano Huck afirmar que não vai concorrer à presidência em 2022. O apresentador estava com 6% das intenções de voto em perguntas estimuladas (quando os candidatos são apresentados previamente). Em um eventual segundo turno, ele aparecia empatado tecnicamente, concorrendo tanto contra Bolsonaro quanto contra Lula.

Terceira via

Na avaliação de Maurício Moura, as eleições de 2022 devem ser muito polarizadas e ainda não está claro se haverá um candidato de terceira via capaz de se destacar. A pesquisa EXAME/IDEIA testou três possíveis candidatos do PSDB, Ciro Gomes, Luiz Henrique Mandetta, e Sergio Moro.
“O ex-presidente vence em todos os simulados de segundo turno. A diferença de potenciais candidatos à terceira via numa simulação contra Jair Bolsonaro diminuiu. O presidente continua numericamente à frente, mas alguns cenários estão estatisticamente empatados, como na simulação com Ciro Gomes”, diz.
A EXAME/IDEIA ainda testou a rejeição dos candidatos. Lula e Bolsonaro lideram o índice, com 37% e 40%, respectivamente. Os demais candidatos ficam na faixa dos 25%, o que indica um claro debate centrado nos dois nomes nas eleições em 2022, como destaca Maurício Moura.
“Os candidatos chamados de terceira via têm um grau de rejeição que não é desprezível, mas Lula e Bolsonaro lideram. Ou seja, além de terem um grau superior de intenção de voto no cenário tanto de primeiro quanto de segundo turno, eles carregam as maiores rejeições. No caso de Bolsonaro mais centrada na região Nordeste [50%], e o Lula sendo mais rejeitado no Centro-Oeste [51%]”, diz.

As informações são da revista Exame.

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