Bolsonaro nega que tenha politizado enfrentamento à pandemia

Presidente parece esquecer que foi contra medidas de isolamento e que defendeu remédios sem eficácia comprovada

Jair Bolsonaro voltou a atentar contra a saúde pública hoje, durante sua live semanal no Facebook. Defendeu cloroquina, sem citar o remédio pelo nome, e negou que tenha politizado o enfrentamento à pandemia.
“Eu não politizei, quem politizou foi o outro lado.”
O presidente também defendeu a condução de Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde e disse que o “demitido foi o [Luiz Henrique] Mandetta, do protocolo do fica em casa”.
“A pessoa que é contra o tratamento imediato e não dá alternativa é um canalha, no mínimo.”
Bolsonaro aproveitou o tema para atacar a CPI da Covid. Chamou Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente do colegiado, de “pessoa do Amapá”; Renan Calheiros (MDB-AL), relator, de “PhD em corrupção” e Omar Aziz (PSD-AM), presidente, de “PhD em desvio de recursos”.
Disse ainda que esses senadores, junto com Otto Alencar (PSD-BA) “tratam mal” as testemunhas que vão à CPI. “Otto fica posando de pai da medicina, humilhando duas mulheres”, afirmou, em referência à Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro.
O capitão reformado afirmou que “não aceitaria ser convidado pela CPI para ser inquirido por figuras como Renan Calheiros e Otto Alencar“.
“Acham que a CPI vai derrubar o presidente. Derrubar por que? Desvio de recurso? Estão apurando o que, se estou usando máscara?”
Bolsonaro citou também o vazamento de e-mails enviados pelo médico Anthony Fauci, que integrou a força-tarefa dos EUA de combate à pandemia nos EUA.
Mencionando mensagem do infectologista defendendo o uso de máscara por pessoas infectadas pelo coronavírus, o presidente disse: “Quem não tá infectado não precisa usar máscara. Estão ouvindo, meia dúzia da CPI.”
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Sobre Bahia Extra

Melhor Site de Notícias da Bahia. Direção Erasmo Barbosa.

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