Médico do Samu na Bahia relata mortes em ambulâncias e agravamento da pandemia

O médico Pedro Julião, que atua no transporte de doentes no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Salvador, gravou um vídeo que viralizou nas redes sociais em que faz um relato do agravamento da situação da pandemia da Covid-19.
Em entrevista à CNN, ele afirma que há “falta generalizada de vagas” de internação na cidade, que vive situação de pacientes morrendo no aguardo de leitos, inclusive nas próprias ambulâncias.
“Desde o início não encontramos um momento mais grave do que esse atual que estamos vivendo em Salvador. A quantidade de pessoas entubadas que estamos transportando é muito maior que no início da pandemia, aumentou significativamente. A falta de vagas é generalizada”, lamenta.
O médico Pedro Julião, que atua no transporte de doentes no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Salvador, gravou um vídeo que viralizou nas redes sociais em que faz um relato do agravamento da situação da pandemia da Covid-19.Em entrevista à CNN, ele afirma que há “falta generalizada de vagas” de internação na cidade, que vive situação de pacientes morrendo no aguardo de leitos, inclusive nas próprias ambulâncias.
“Desde o início não encontramos um momento mais grave do que esse atual que estamos vivendo em Salvador. A quantidade de pessoas entubadas que estamos transportando é muito maior que no início da pandemia, aumentou significativamente. A falta de vagas é generalizada”, lamenta.

No vídeo, ele desabafou sobre um dia exaustivo de trabalho, relembrou à CNN.

“Estamos desde as 15h com paciente dentro da ambulância com desconforto respiratório, fazendo uso de oxigênio suplementar e máscara não reinalante. Salvador não tem vaga para levar os pacientes. Por favor, entendam que a situação é gravíssima. Não duvide que hoje nós não temos vagas nos hospitais e muitas delas estão falecendo dentro das ambulâncias e na porta das UPAs”, faz o apelo no vídeo.
O médico conta que o perfil que o novo coronavírus vem atingindo mudou. “Ultimamente temos atendido pacientes mais jovens, sem comorbidades. Em sua grande maioria, os jovens com obesidade estão tendo mais complicações, por isso precisam de hospitalização e muitas vezes de suporte respiratório e ventilação”.
Ele cobra que a população faça sua parte. “Vamos para o atendimento e vemos pessoas sem máscara, aglomerando. Acredito que chegou a hora de tentar conscientizar antes que essas pessoas aprendam com a dor da perda. É triste”. (Do site CNN)
Compartilhar no Google Plus

Sobre Bahia Extra

Melhor Site de Notícias da Bahia. Direção Erasmo Barbosa.

0 comentários:

Postar um comentário