Márcio Rootz usa o traço livre e um estilo próprio para retratar o cotidiano da periferia regional

Por: Arnold Coelho

Com um traço livre e um estilo próprio o artista Márcio Conceição dos Santos, ou simplesmente Márcio Rootz, como ele gosta de assinar os seus trabalhos, produz diariamente cenas do cotidiano de Ibicaraí e da região cacaueira, tendo na periferia a essência do teu trabalho, que ele diz ser um dos prazeres da sua vida.
Apesar de ter nascido em Itabuna, Márcio cresceu em Ibicaraí, no bairro Corina Batista – Zona Leste da cidade –, bairro esse que tem uma forte influência na sua pessoa, cidadão e artista. Márcio gosta sempre de falar do Corina e da importância na sua formação.
Perguntado pelo traço marcante dos trabalhos, Márcio deixa claro que o seu estilo não tem um nome específico, e ele mesmo gosta de denominar como um estilo livre, com destaque pros traços fortes e a figura humana como centro dos seus trabalhos. Márcio gosta de muitos ilustradores, mas faz questão de falar dos irmãos gêmeos Eduardo Kobra e Drica Monteiro, artistas que ele tem como exemplo.
Márcio lembra que morou também em Ilhéus e em São Paulo por 4 anos, onde aprendeu a grafitar. Hoje, Márcio já vende seus desenhos e tem um projeto em andamento para estampar camisas e objetos com as suas produções. Márcio também faz painéis e pôsteres por encomenda. Segundo ele, em breve as pessoas poderão comprar ou solicitar os seus trabalhos pela internet. Já existe uma página no Facebook e postagens no Instagram, divulgando os seus trabalhos.

Quem é Márcio Rootz?

Márcio é filho de Maria Creuza da Conceição e Edson Pereira dos Santos. Garoto talentoso, de origem humilde, que sempre desenhou. Rabiscar sempre fez parte da sua vida e mostrar nos desenhos o dia a dia da sua cidade e o seu bairro, sempre foi a melhor forma de se desligar do mundo real e entrar literalmente no mundo dos desenhos. Márcio é rapaz simples que só pensa em ajudar a família e a sua comunidade através da arte.
“Eu não lembro de uma fase na minha vida que não gostasse de riscar, e durante a fase da escola sempre foi meu diferencial na sala. Já trabalhei com várias outras coisas, mas nunca consegui me desvincular da arte. Hoje me dedico a produzir os meus desenhos. Sempre desenhei por diversão e agora começo a perceber que posso viver de arte”, disse Márcio.
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